Escala Mohs no jateamento: como a dureza do abrasivo impacta produtividade

No jateamento industrial, a dureza do abrasivo influencia diretamente o ritmo da limpeza, o perfil de ancoragem e a vida útil dos equipamentos. Por isso, compreender a Escala Mohs passou a ser um critério estratégico de decisão.

Ao longo deste artigo, vamos tratar a Escala Mohs como ela deve ser tratada: um instrumento de análise prática, capaz de orientar escolhas mais inteligentes, especialmente quando o objetivo é alcançar eficiência sem comprometer custos e segurança.

O que é a Escala Mohs e como ela funciona

A Escala Mohs surgiu em 1812, criada pelo mineralogista alemão Friedrich Mohs. Trata-se de uma escala ordinal que mede a resistência ao risco de um mineral. Ela varia de 1 a 10, sendo 1 o talco e 10 o diamante.

É importante destacar que a Escala Mohs não é linear. A diferença de dureza entre 8 e 9 é muito maior do que entre 3 e 4. Na prática, isso significa que cada avanço na Escala Mohs representa um salto significativo na capacidade de corte.

No jateamento, a escala indica se o abrasivo possui dureza suficiente para remover tinta, ferrugem ou carepa e, ao mesmo tempo, criar o perfil de ancoragem necessário para a aderência de um revestimento.

Se o abrasivo for mais macio que o substrato, ele se fragmenta antes de gerar rugosidade. Se for excessivamente duro, ele remove material em excesso, desgasta bicos e válvulas e eleva o custo operacional.

Portanto, a Escala Mohs não mede apenas resistência, ela orienta a compatibilidade entre abrasivo e superfície.

Por que a dureza do abrasivo é tão importante no jateamento?

A Escala Mohs influencia três variáveis críticas: velocidade de limpeza, formação do perfil de ancoragem e desgaste do sistema.

Primeiramente, a velocidade de limpeza depende da capacidade do abrasivo de transferir energia cinética ao revestimento. Pela equação da energia cinética (E = ½mv²), o impacto depende da massa e da velocidade.

Contudo, se o grão não possuir dureza adequada segundo a Escala Mohs, parte dessa energia se dissipa na deformação do próprio grão.

Além disso, a Escala Mohs interfere diretamente na qualidade do perfil de ancoragem. Revestimentos industriais exigem rugosidade controlada. Abrasivos muito macios apenas limpam; abrasivos extremamente duros criam crateras profundas e irregulares.

Por fim, a dureza definida na Escala Mohs determina o nível de abrasão interna no equipamento. Materiais de Mohs 9, como o óxido de alumínio, aceleram o desgaste de bicos de carboneto e mangueiras.

Esse fator costuma aparecer na planilha apenas quando a manutenção começa a se tornar frequente.

Em outras palavras, analisar a Escala Mohs protege tanto a superfície quanto o investimento no equipamento.

Dureza excessiva x dureza equilibrada: onde está o ponto ideal

Existe um equívoco recorrente no setor: associar maior valor na Escala Mohs a melhor desempenho. Na prática, a produtividade nasce da proporção correta.

Observe alguns exemplos típicos dentro da Escala Mohs:

  • Bicarbonato de sódio – Mohs 2,5
  • Microesfera de vidro – Mohs 5,5 a 6
  • Silicato de magnésio Mohs 6,5 a 7
  • Granalha de aço – aproximadamente 7 a 8
  • Óxido de alumínio – Mohs 9

Ao posicionar esses materiais na Escala Mohs, fica claro que cada um atende a um objetivo distinto. O erro surge quando um abrasivo de Mohs 9 executa uma tarefa que um abrasivo de Mohs 7 resolveria com eficiência semelhante e menor desgaste.

Quando a dureza supera a necessidade da aplicação, surgem consequências práticas:

  • Desgaste acelerado de bicos e válvulas
  • Consumo elevado de abrasivo
  • Aumento do custo por metro quadrado tratado

Portanto, o ponto ideal na Escala Mohs não corresponde ao topo da escala. Ele corresponde ao nível necessário para vencer o substrato e formar o perfil adequado, sem exceder essa demanda.

A posição do silicato de magnésio na Escala Mohs

Dentro da Escala Mohs, o silicato de magnésio ocupa a faixa entre 6,5 e 7. Esse posicionamento revela uma característica estratégica: dureza suficiente para remover ferrugem pesada e carepa, mas sem agressividade extrema.

Para contextualizar, o aço carbono apresenta dureza aproximada entre 5 e 6 na Escala Mohs. Isso significa que o silicato de magnésio, levemente superior, consegue desgastar superficialmente o metal e criar ancoragem adequada.

Essa relação de dureza demonstra equilíbrio. Ao comparar com um abrasivo de Mohs 9, percebe-se que o silicato de magnésio executa a limpeza com menor impacto estrutural no equipamento.

Além disso, sua baixa friabilidade contribui para a estabilidade do grão durante o impacto. Enquanto a areia rica em sílica livre se fragmenta intensamente, o silicato de magnésio mantém integridade maior, o que reduz a formação de pó.

Assim, a posição do material na Escala Mohs explica por que ele entrega desempenho consistente em aplicações industriais e navais.

Como a Escala Mohs impacta diretamente a produtividade

Quando analisamos a produtividade sob a ótica da Escala Mohs, percebemos que eficiência envolve três componentes simultâneos:

  1. Área tratada por hora
  2. Consumo de abrasivo
  3. Frequência de manutenção

Um abrasivo excessivamente duro pode aumentar momentaneamente a velocidade de corte. Contudo, se a Escala Mohs indicar dureza muito superior à necessidade do substrato, o ganho inicial se dilui em custos indiretos.

Já um abrasivo com dureza equilibrada dentro da Escala Mohs mantém ritmo constante de limpeza, reduz substituições de bicos e preserva válvulas e mangueiras.

Por que o silicato de magnésio da Olivina Azul se destaca?

Ao posicionar o silicato de magnésio da Olivina Azul na Escala Mohs, encontramos exatamente esse ponto de equilíbrio técnico.

Com dureza entre 6,5 e 7 na Escala Mohs, o material:

  • Remove corrosão pesada com eficiência;
  • Cria perfil de ancoragem adequado para revestimentos industriais;
  • Preserva bicos e componentes internos do sistema;
  • Gera menor quantidade de pó em comparação com abrasivos mais friáveis;
  • Opera sem sílica cristalina livre, atendendo às exigências de segurança.

Além disso, a Olivina Azul mantém controle rigoroso de granulometria, o que garante previsibilidade de desempenho. Quando combinamos granulometria adequada com posição estratégica na Escala Mohs, o resultado é estabilidade operacional.

Se sua operação busca produtividade consistente e controle de custos, vale analisar a Escala Mohs com mais atenção e revisar o abrasivo utilizado atualmente.

A equipe técnica da Olivina Azul está disponível para orientar essa escolha com dados e especificações claras. Fale conosco

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