O jateamento com areia foi conhecido, por muito tempo, pela eficiência na remoção de ferrugem, tintas e outros contaminantes. Tornando-se comum em setores como construção metálica, manutenção industrial e indústria naval.
Mas, com o avanço dos estudos sobre saúde ocupacional, ficou evidente que esse processo representa riscos significativos aos trabalhadores.
Como consequência, a legislação brasileira passou a restringir o uso da areia como abrasivo, impulsionando a adoção de materiais mais seguros e adequados às exigências atuais da indústria.
Neste artigo, você vai entender por que o jato de areia é proibido no Brasil, o que determina a legislação, quais são os riscos associados à sílica cristalina e quais alternativas são utilizadas atualmente no jateamento industrial.
O que é o jateamento de areia?
O jateamento de areia é um processo de preparação e limpeza de superfícies que utiliza partículas de areia projetadas em alta velocidade por meio de ar comprimido ou outros sistemas de impulsão.
O impacto dessas partículas remove ferrugem, tinta, incrustações, carepas de laminação e outros resíduos aderidos ao material, deixando a superfície pronta para receber revestimentos, pinturas industriais ou outros tratamentos.
Durante décadas, esse método foi considerado uma solução eficiente para diferentes aplicações industriais. No entanto, o uso da areia como abrasivo apresenta características que vão além do desempenho do processo e envolvem questões importantes de segurança do trabalho.
Isso acontece porque, durante o impacto contra a superfície, os grãos de areia se fragmentam em partículas extremamente finas. Parte desse material permanece suspenso no ar e pode ser inalado pelos trabalhadores, aumentando significativamente os riscos à saúde.
Jato de areia é proibido?
Sim. No Brasil, é proibido utilizar areia como abrasivo em processos de jateamento.
A restrição está especificamente relacionada ao uso da areia como material abrasivo, devido aos riscos que ela representa para a saúde dos trabalhadores.
Essa mudança levou diversos segmentos industriais a substituir a areia por abrasivos desenvolvidos para oferecer desempenho semelhante ou superior, mas com condições mais seguras de operação.
Atualmente, materiais como silicato de magnésio, granalha de aço, óxido de alumínio e microesferas de vidro, fazem parte das soluções utilizadas em operações de jateamento industrial.
O que diz a legislação brasileira?
A proibição do uso da areia como abrasivo está prevista na Portaria SIT nº 99, de 19 de outubro de 2004, publicada pela então Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho.
Essa portaria alterou o Anexo 12 da Norma Regulamentadora nº 15 (NR-15), que trata das atividades e operações relacionadas à exposição à sílica livre cristalina.
O texto da norma estabelece de forma objetiva: “Fica proibido o processo de trabalho de jateamento que utilize areia seca ou úmida como abrasivo.”
A medida foi adotada para reduzir a exposição ocupacional à sílica cristalina respirável, considerada um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças pulmonares graves.
Além da legislação brasileira, organizações internacionais de saúde e segurança do trabalho também recomendam a substituição da areia por abrasivos que apresentem menor risco aos operadores.
Empresas que descumprem essa determinação estão sujeitas à fiscalização dos órgãos competentes e podem sofrer sanções administrativas. Além de responder judicialmente em casos de exposição inadequada dos trabalhadores.
Quais os riscos do jateamento com areia?
A principal preocupação relacionada ao jateamento com areia está na presença da sílica cristalina livre, componente encontrado em grande parte das areias naturais utilizadas nesse tipo de processo.
Durante o jateamento, os grãos sofrem sucessivos impactos contra a superfície tratada e se fragmentam em partículas microscópicas. Essas partículas permanecem suspensas no ambiente e podem ser inaladas pelos operadores e demais profissionais presentes na área de trabalho.
A exposição contínua à sílica cristalina respirável está associada ao desenvolvimento da silicose, uma doença pulmonar crônica, progressiva e irreversível. A enfermidade provoca fibrose nos pulmões, reduz gradativamente a capacidade respiratória e, nos casos mais graves, pode causar incapacidade permanente e até levar ao óbito.
Além da silicose, a Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (IARC), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), classifica a sílica cristalina respirável como carcinogênica para humanos (Grupo 1), associando sua exposição ao aumento do risco de câncer de pulmão.
Do ponto de vista operacional, a elevada geração de poeira também compromete a visibilidade durante o jateamento, dificulta o controle da aplicação e exige sistemas mais robustos de ventilação, exaustão e proteção respiratória.
Esses fatores contribuíram para que o setor industrial buscasse alternativas capazes de oferecer desempenho técnico sem expor os trabalhadores aos mesmos níveis de risco.
O que mudou no mercado de jateamento industrial?
A proibição do uso da areia como abrasivo representou um marco para o setor de jateamento industrial. A partir dela, fabricantes, prestadores de serviço e indústrias passaram a buscar materiais capazes de oferecer desempenho técnico aliado a melhores condições de segurança.
Essa mudança também acompanhou a evolução dos sistemas de pintura industrial. Com revestimentos cada vez mais sofisticados, aumentou a necessidade de obter perfis de ancoragem mais controlados, maior uniformidade na limpeza e previsibilidade dos resultados.
Outro fator importante foi a busca por maior produtividade. Operações industriais passaram a priorizar abrasivos que mantêm desempenho consistente durante toda a aplicação, reduzem perdas de material e contribuem para um ambiente de trabalho com menor geração de poeira.
Quais alternativas substituem o jateamento de areia?
Entre os abrasivos utilizados atualmente, o Silicato de Magnésio se destaca como uma alternativa amplamente empregada em operações de jateamento industrial.
Seu desempenho permite a remoção eficiente de ferrugem, tintas, carepas e outros contaminantes, além de proporcionar o perfil de ancoragem necessário para diferentes sistemas.
Outro diferencial está na ausência de sílica cristalina livre, característica que contribui para operações mais seguras quando comparadas ao uso da areia como abrasivo.
Além disso, o Silicato de Magnésio oferece outras vantagens importantes para a indústria:
- menor geração de poeira durante o jateamento;
- diferentes granulometrias para atender variadas aplicações;
- possibilidade de reutilização em determinados processos;
- alto rendimento operacional;
- desempenho consistente na preparação de superfícies.
Na Olivina Azul, o Silicato de Magnésio é produzido com controle granulométrico rigoroso e fornecido em diferentes faixas de granulometria para atender às necessidades de diversos segmentos industriais.
Dessa forma, empresas conseguem aliar produtividade, qualidade na preparação superficial e maior controle sobre o processo de jateamento.
Se a sua empresa busca uma solução para operações de jateamento industrial, vale contar com um abrasivo desenvolvido para atender às exigências atuais do setor.